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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte

Olá querido leitor(a). Estou aqui apresentar a você esta nova postagem no blog Nossos Atos. Antes de iniciar, gostaria de agradecer de coração a todas as visitas, comentários e compartilhamentos realizados. Agradeço a Deus por tudo o que Ele tem feito e faz em nossas vidas e, por você que está sempre aqui à procura de notícias e mensagens que fale ao coração.

Neste momento quero dar continuidade ao último relato apresentado no dia 13/06/2013, cujo título é "Nova Etapa - Prótese Traqueal", onde terminei relatando que nossa Rebequinha começou a ter desconforto respiratório após 1 semana ouvindo pela primeira vez sua linda e meiga voz.

Naquela noite, na emergência pediátrica do Hospital de Base de nossa cidade, fomos atendidos pelo médico auxiliar do cirurgião torácico que tem cuidado de nossa pequena. Em resumo, ele pediu para aguardar um agendamento de emergência para fazer um ajuste na prótese, ou seja, ela teria que operar novamente.

Só uma explicação: A prótese traqueal que a Rebeca usa tem uma tampinha que, quando mantida fechada, ela consegue falar, pois o ar não extravasa pela traquéia e, sim sobe normalmente pelas narinas, porém quando começou o desconforto respiratório, não estava conseguindo ficar com esta tampinha e, fomos orientados a tirar para que ela pudesse respirar melhor.

Passado alguns dias, nossa princesa teve que internar e operar novamente para fazer ajustes e retirar alguns "granulomas", que são pequenos "calos", que ao inflamarem obstruem a passagem do ar pela traquéia, além da estenose traqueal (má formação da traquéia).

Após esta cirurgia fomos pra casa com a orientação de que ela teria que ficar sem esta tampinha. A partir daí, não pudemos ouvir sua voz. A Rebequinha ficou muito triste com isso e percebemos sua insatisfação. Alguns dias se passaram e o desconforto recomeçou. Informamos o médico e já agendou uma nova cirurgia. Porém ele nos orientou que teria que mudar a posição desta prótese traqueal.

É o seguinte, este tubo estava posicionado abaixo das cordas vocais, dentro da traquéia e, nesta próxima cirurgia o médico disse que teria que posicionar parte deste tubo acima das cordas vocais, passando pelo meio das mesmas. Disse ainda que seria uma fase meio delicada, pois haveria muita secreção e muito incômodo.

Pois bem, o dia da nova cirurgia chegou e como sempre, já ansiosos e preocupados, entregamos nossa pequena para os profissionais e ficamos aguardando na sala de espera cirúrgica orando e pedindo a Deus pela segurança e o cuidado com nossa criança. O mais impressionante é que desde que este médico começou a cuidar da Rebequinha, ele sempre tem pedido para orarmos antes de iniciar cada cirurgia. Ele diz: "Pede para os anjinhos me acompanhar nesta cirurgia". Continuando: O tempo foi passando e nenhuma notícia recebida. As horas ultrapassaram até mesmo o previsto pelo médico, quando enfim, o doutor abre a porta do centro cirúrgico com uma expressão preocupante e nos chama. Ao nos aproximarmos dele, nos dá a notícia: "Quase perdemos a Rebequinha".


Aquela notícia nos deixou desesperados e tristes. A única coisa que queríamos naquele momento, era vê-la e bem. O médico explicou o que aconteceu. Disse que a traquéia de nossa menininha foi perfurada ao tentar deslocar a prótese para a parte superior das cordas vocais. Os seus sinais vitais e saturação sanguínea foram diminuindo, quando enfim, foi colocado dois drenos para expelir o ar dos pulmões que extravasou por toda a cavidade torácica. Disse que era preciso ter paciência e aguardar sua recuperação na UTI Pediátrica. Disse ainda que teria que ficar em sedação profunda por alguns dias para não sofrer e sentir dor.



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